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Antologia Poética - Memória e Ancestralidade LGBTQIAP+ Periférica

 

 

O movimento inicial da vida é o vórtice do universo: gira, gira, gira e produz luz, energia, gravidade, calor, água, bioquímica – vida. A gravidade produz a aproximação das corpas e estas giram em coletividade anunciando que as singularidades unidas formam a força giratória que produz passado-presente-futuro num ciclo infinito enunciativo – o tempo aqui é Orixá, o futuro é ancestral!

Desde os tempos imemoriais, muito antes de Xica Manicongo pisar em terras bahianas, em Aby Ayala já dançavam com as corpas mais diversas que não cabiam em nenhuma classificação colonial.  As corpas revelam memórias que não se apagam, grafadas no ser, são oralituras que se reescrevem e reencenam em nós e naquelas que ainda virão.

As páginas a seguir revelam essa ancestralidade com muita gordura, pele, músculos, ossatura. A adiposidade da força que dança, grita, age em praça pública sem esconder. Não há espaço para poesias enrustidas e nem assimiladas pelo cis-tema, as palavras vibram ao som do atraque e do gesto do afronte, re-siste, existe e quer viver, elas dizem, não vão nos matar!

A Primeira parte do livro evoca a estação - Exu, pomba gira, inquisições, marginalidade. Num segundo momento veremos a poesia TLGBs e na terceira parte saudamos a ancestralidade, com as póstumas poesias de nossas encantadas Daniel Sundjata Marques e Mãe Estela.

 

Boa Gira.

 

 

Boca de Navalha

R$ 40,00Preço
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